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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Humildade

O Embaixador de Cristo,
por Cardeal Gibbons,
edição de 1935, tradução do Cônego Tomás Fernandes Pinto





A verdadeira humildade não consiste em desconhecer ou negar o bem que há em nós, mas em referir ao Autor de todo o nosso ser os dons da natureza e da graça que se dignou conceder-nos. Esta idéia foi admiravelmente expendida pelo Apóstolo naquela passagem da epístola aos Coríntios: «Esta confiança temos, por meio de Cristo, em Deus. Não que por nós mesmos sejamos capazes de ter algum pensamento que seja de nós mesmos: toda a nossa capacidade vem de Deus»[1]. E noutra parte diz: «Se alguém supõe que é alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana»[2].
E ainda noutra passagem deixou dito: «Aquele, pois, que se gloria, em Deus se glorie. Porque não é recomendável o que a si mesmo se recomenda, mas só aquele a quem Deus recomenda»[3].
Jesus Cristo ensinou-nos esta grande virtude por Sua vida e exemplos, assim como por Seus preceitos. «Aprendei de mim, disse Ele, que sou manso e humilde de coração»[4], palavras que Santo Agostinho assim comenta: «Nosso Senhor não diz: - Aprendei de mim a construir o mundo, a criar as coisas visíveis e invisíveis, a operar milagres, a ressuscitar mortos. - Mas diz: - Aprendei de mim a doçura e a humildade de coração».

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Vida Cristã: Vida para Deus e Morte para o Pecado.

Ao longo do ano passado, o esforço infernal para legalizar “o casamento de pessoas do mesmo sexo” cresceu grandemente em nível nacional, tornou-se mais vociferante e espalhou seus tentáculos vis e ameaçadores até mesmo aos mais inocentes. Deparados com esta iminente catástrofe moral, qual tem sido a resposta dos bispos americanos até agora?


O Beato Abade Columba Marmion (1858-1923) em Cristo a Vida da Alma, escreve:
" O Batismo, por seu simbolismo e pela graça que produz, como São Paulo nos mostra, marca toda a nossa vida cristã com o duplo caráter de “morte ao pecado” e “vida para Deus.” O cristianismo é propriamente falando uma vida: Veni ut vitam habeant. Nosso Salvador nos diz que é a vida Divina que flui em cada uma de nossas almas da Humanidade de Cristo, onde ela se encontra em plenitude. Porém, esta vida não se desenvolve sem nós, sem esforço; a condição de seu desenvolvimento é a destruição daquilo que se lhe opõe, ou seja, o pecado. Esta “morte ao pecado,” a princípio realizada no batismo, torna-se então para nós uma condição de vida; devemos enfraquecer a ação da concupiscência em nós, tanto quanto possível; é a esse preço que a vida Divina irá se desenvolver em nossa alma e isso se dará na mesma medida em que renunciarmos ao pecado, aos hábitos pecaminosos e a todo apego ao pecado. "


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cruz: Árvore frondosa



Santa Ângela de Foligno dizia: “Quero, continuamente, voltar-me para vós e percorrer os caminhos da paixão e da cruz”.

Aquele que caminha longe de Cristo Jesus busca uma vida fácil, cômoda, possui a alma vazia e o coração angustiado.

Será que esse infeliz não pensa na hora da morte? Aquele que fugiu o tempo todo da cruz de Nosso Senhor sabendo que é ela a escada do céu… e preferiu voluntariamente a porta larga e o caminho espaçoso, com certeza terá um julgamento terrível.

Quem não quis sofrer por amor a Cristo e que correu das cruzes para viver no comodismo, terá uma triste surpresa na hora do juízo.

O céu é a Pátria dos valentes… dos que carregam a cruz com alegria e paciência.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Católico e o Sofrimento


Por Gustavo Corção

Pode-se dizer que o católico, na medida em que é fiel e coerente, possui um equilíbrio, uma paz interior que o homem do mundo desconhece; mas essa paz não quer dizer ausência de sofrimento. Seria mais acertado dizer que o católico, na medida em que progride no caminho que Deus lhe propõe, alarga na alma espaços novos para a dor. Como no seu próprio Filho, com o suor sanguíneo, preparou a pele para a subsequente flagelação, assim também a nossa é preparada, é enriquecida com um grau de sensibilidade que o mundo não suspeita. O católico na medida em que procura ser o que é, aprende a sofrer como o músico aprende a ouvir e o pintor aprende a ver. [...]