quarta-feira, 10 de outubro de 2018

domingo, 2 de setembro de 2018

sábado, 25 de agosto de 2018

Retrato de um homem que acaba de expirar





CONSIDERAÇÃO I: RETRATO DE UM HOMEM QUE ACABA DE EXPIRAR

Pulvis es et in pulverem reverteris
És pó e em pó te hás de tornar (Gn 3, 19)

PONTO I
Considera que és pó e que em pó te hás de converter. Virá o dia em que será preciso morrer e apodrecer num fosso, onde ficarás coberto de vermes. A todos, nobres e plebeus, príncipes ou vassalos, estará reservada a mesma sorte. Logo que a alma, com o último suspiro, sair do corpo, passará à eternidade, e o corpo se reduzirá a pó.
Imagina que estás em presença de uma pessoa que acaba de expirar. Contempla aquele cadáver, estendido ainda em seu leito mortuário: a cabeça inclinada sobre o peito; o cabelo em desalinho e banhado ainda em suores da morte, os olhos encovados, as faces descarnadas, o rosto acinzentado, os lábios e a língua cor de chumbo; o corpo hirto e pesado. Treme e empalidece quem o vê. Quantas pessoas, à vista de um parente ou amigo morto, mudaram de vida e abandonaram o mundo.
É ainda mais horrível o aspecto do cadáver quando começa a corromper-se. Nem um dia se passou após o falecimento daquele jovem, e já se percebe o mau cheiro. É preciso abrir as janelas e queimar incenso; é mister que prontamente levem o defunto à igreja, ou ao cemitério, e o entreguem à terra para que não infeccione toda a casa. mesmo que aquele corpo tenha pertencido a um nobre ou potentado, não servirá senão para que exale ainda fetidez mais insuportável, – disse um autor.
Vês o estado a que chegou aquele soberbo, aquele dissoluto! Ainda há pouco, via-se acolhido e cortejado pela sociedade; agora tornou-se o horror e o espanto de quem o contempla. Os parentes apressam-se a afastá-lo de casa e pagam aos coveiros para que o encerrem em um esquife e lhe deem sepultura. Há bem poucos instantes ainda se apregoava a fama, o talento, a finura, a polidez e a graça desse homem; mas apenas está morto, nem sua lembrança se conserva.
Ao ouvir a notícia de sua morte, limitam-se uns a dizer que era homem honrado; outros, que deixou à família grande riqueza. Contristam-se alguns, porque a vida do falecido lhes era proveitosa; alegram-se outros, porque vão ficar de posse de tudo quanto tinha. Por fim, dentro em breve, já ninguém falará nele, e até seus parentes mais próximos não querem ouvir falar dele para não se lhes agravar a dor que sentem. Nas visitas de condolências, trata-se de outro assunto; e, quando alguém se atreve a mencionar o falecido, não falta um parente que advirta: Por caridade, não pronuncies mais o seu nome! Considera que assim como procedes por ocasião da morte de teus parentes e amigos, assim os outros agirão na tua. Os vivos entram no cenário do mundo para desempenhar seu papel e ocupar os lugares dos mortos; mas do apreço e da memória destes pouco ou nada cuidam.
A princípio, os parentes se afligem por alguns dias, mas se consolam depressa com a parte da herança que lhes couber e, talvez, parece que até a tua morte os regozija. Naquela mesma casa onde exalaste o último suspiro, e onde Jesus Cristo te julgou, passarão a celebrar-se, como dantes, banquetes e bailes, festas e jogos. E tua alma, onde estará então?

PONTO II
Cristão, para compreenderes melhor o que és – disse São João Crisóstomo – “aproxima-te de um sepulcro, contempla o pó, a cinza e os vermes, e chora”. Observa como aquele cadáver, de amarelo que é, se vai tornando negro. Não tarda a aparecer por todo o corpo uma espécie de penugem branca e repugnante. Sai dela uma matéria pútrida, nasce uma multidão de vermes, que se nutrem das carnes. Às vezes, se associam a estes os ratos para devorar aquele corpo, saltando por cima dele, enquanto outros penetram na boca e nas entranhas. Caem a pedaços as faces, os lábios e o cabelo; descarna-se o peito, e em seguida os braços e as pernas. Quando as carnes estiverem todas consumidas, os vermes passam a se devorar uns aos outros, e de todo aquele corpo só resta afinal um esqueleto fétido que com o tempo se desfaz, desarticulando-se os ossos e separando-se a cabeça do tronco.
“Reduzindo como a miúda palha que o vento leva para fora da eira no tempo do estio” (Dn 2, 35). Isto é o homem: um pouco de pó que o vento dispersa.
Onde está agora aquele cavalheiro a quem chamavam alma e encanto da conversação? Entra em seu quarto; já não está ali. Visita o seu leito; foi dado a outro. Procura suas roupas, suas armas; outros já se apoderaram de tudo. Se quiseres vê-lo, acerca-te daquela cova onde jaz em podridão e com a ossada descarnada. Ó meu Deus! A que estado ficou reduzido esse corpo alimentado com tanto mimo, vestido com tanta gala, cercado de tantos amigos? Ó santos, como haveis sido prudentes: pelo amor de Deus – fim único que amastes neste mundo – soubestes mortificar a vossa carne. Agora, os vossos ossos, como preciosas relíquias, são venerados e conservados em urnas de ouro. E vossas belas almas gozam de Deus, esperando o dia final para se unir a vossos corpos gloriosos, que serão companheiros e partícipes da glória sem fim, como o foram da cruz durante a vida. Este é o verdadeiro amor ao corpo mortal: fazê-lo suportar trabalhos, a fim de que seja feliz eternamente, e negar-lhe todo prazer que o possa lançar para sempre na desdita.

PONTO III
Neste quadro da morte, caro irmão, reconhece-te a ti mesmo, e considera o que virás a ser um dia: Recorda-te que és pó, e em pó te converterás. Pensa que dentro de poucos anos, quiçá dentro de alguns meses ou dias, não serás mais que ver vermes e podridão. Este pensamento fez de Jó um grande santo: À podridão eu disse: tu és meu pai; aos vermes: sois minha mãe e minha irmã.
Tudo se há de acabar, e se perderes tua alma na morte, tudo estará perdido para ti. ‘Considera-te desde já como morto, – disse São Lourenço Justiniano – pois sabes que necessariamente hás de morrer”. Se já estivesses morto, que não desejarias ter feito por Deus? Portanto, agora que vives, pensa que algum dia cairás morto. Disse São Boaventura que o piloto, para governar o navio, se coloca na extremidade traseira do mesmo; assim o homem, para levar a vida boa e santa, deve imaginar sempre o que será dele na hora da morte. Por isso, exclama São Bernardo: Considera os pecados de tua mocidade e cora; considera os pecados da idade viril e chora; considera as desordens da vida presente, e estremece, e apressa-te em remediá-la prontamente.
São Camilo de Lélis, ao aproximar-se de alguma sepultura, fazia estas reflexões: Se estes mortos voltassem ao mundo, que não fariam pela vida eterna? E eu, que disponho de tempo, que faço eu por minha alma? Este Santo pensava assim por humildade; mas tu, querido irmão, talvez com razão receies ser considerado aquela figueira sem fruto, da qual disse o Senhor: “Três anos já que venho a buscar frutas a esta figueira, e não os achei” (Lc 13, 7).
Tu, que há mais de três anos estás neste mundo, quais os frutos que tens produzido? Considera – disse São Bernardo – que o Senhor não procura somente flores, mas quer frutos; isto é, não se contenta com bons propósitos e desejos, mas exige a prática de obras santas. É preciso, pois, que saibas aproveitar o tempo que Deus, em sua misericórdia, te concede, e não esperes com a prática do bem até que seja tarde, no instante solene quando te diz: Vamos, chegou o momento de deixar este mundo. Depressa! O que está feito, está feito.

(Santo Afonso Maria de Ligório. Preparação para a Morte – Considerações sobre as verdades eternas.)


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

sábado, 7 de julho de 2018

MISSAS EM IPATINGA/MG - JULHO 2018



Missas em Ipatinga - Julho 2018
Rev. Pe. Ernesto Cardozo


15/7 — Domingo — 19h30min

16/7 — Segunda — 20h (Festa de N. S. do Carmo e aniversário de seis anos da missão)

17/7 — Terça — 20h

18/7 — Quarta — 20h

19/7 — Quinta — 20h

20/7 — Sexta — 20h

21/7 — Sábado — 20h (Exposição do SS. Sacramento)

22/7 — Domingo — 10h30min

terça-feira, 1 de maio de 2018

Missas Maio/2018 Brasil



Agenda de Missas de Maio 2018
Rev. Pe. Ernesto Cardozo

05/05 — Sábado — Contagem — 19h
06/05 — Domingo — Contagem — 11h
06/05 — Domingo — Barbacena — 19h
07/05 — Segunda — Barbacena — 19h
08/05 — Terça — Contagem — 20:30
09/05 — Quarta — Contagem — 20:30
10/05 — Quinta — Ipatinga — 20h
11/05 — Sexta — Ipatinga — 20h
12/05 — Sábado — Ipatinga — 20h
13/05 — Domingo — Ipatinga — 11h
13/05 — Domingo — Nanuque — 19h
14/05 — Segunda — Nanuque — 19h
15/05 — Terça — Ipatinga — 20h
16/05 — Quarta — Contagem — 20h
17/05 — Quinta — Contagem — 20h
18/05 — Sexta — Muzambinho — 19:30
19/05 — Sábado — Poço de Caldas — 11h
19/05 — Sábado — Limeira — 19h
20/05 — Domingo — Limeira — 11h
20/05 — Domingo — Boituva — 19h
21/05 — Segunda — Boituva — 21h
22/05 — Terça — a confirmar
23/05 — Quarta — Cachoeira Paulista — 19h
24/05 — Quinta — Cachoeira Paulista — 19h
25/05 — Sexta — Pouso Alegre — 19:30
26/05 — Sábado — Pouso Alegre — 11h
26/05 — Sábado — Contagem — 19h
27/05 — Domingo — Contagem — 11h

Até 06/07, em México.


terça-feira, 27 de março de 2018

Batismos e Missa de Ramos em Ipatinga/MG


Na última visita do Rev. Pe. Ernesto Cardozo a Ipatinga, tivemos a graça de ter três batismos e a Missa do Domingo de Ramos, além de "ganharmos" mais um acólito.
Deo gratias!!!




Batismo de Pedro

Batismo de Joaquim

Batismo de Laura


Benção dos Ramos e Santa Missa









Nosso novo acólito, Lucas.


Viva Cristo Rei!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Santas Missas Março 2018 - Ipatinga/MG



Horários para os dias de visita em Ipatinga 

Rev. Pe. Ernesto Cardozo

22/03 – Quinta-feira – Terço às 19hr30min

                                           Santa Missa às 20hr

23/03 – Sexta-feira – Via Sacra às 19hr30min
                                         Santa Missa às 20hr
                                         Áudio visual sobre as relíquias da Paixão de Cristo às 20hr45min

24/03 – Sábado – Batizado de Pedro às 11hr
                                  Batizado de Joaquim às 18hr
                                  Batizado de Laura às 18hr45min
                                  Santa Missa às 19hr30min seguida de Benção com o SS. Sacramento

25/03 – Domingo de Ramos – Confissões às 10hr30min
                                                         Benção dos Ramos, procissão e Santa Missa às 11hr

Obs.: Favor cada fiel levar seu ramo para ser abençoado.

domingo, 4 de março de 2018

Missas de Março 2018




Agenda de Missas de Março
Rev. Pe. Ernesto Cardozo


ARGENTINA:
03 a 13 - Missão S. Miguel de Tucumán 
14 a 16 – Buenos Aires 


BRASIL: 
CACHOEIRA PAULISTA/SP
Sábado - 17/03 - 19h

POUSO ALEGRE/MG 
Domingo - 18/03 - 11h 

CONTAGEM/MG 
Domingo - 18/03 - 19:30
Segunda-feira  - 19/03 - 20h
Terça-feria - 20/03 -  20h
Quarta-feria - 21 - 20h

IPATINGA/MG 
Quinta-feira - 22/03 - 19:30
Sexta-feira - 23/03 - 19:30
Sábado - 24/03 - 19:30
Domingo - 25/03 (Domingo de Ramos) – 10:30


CONTAGEM/MG
Domingo - 25/03 (Domingo de Ramos) –  19:30
Segunda-feira - 26/03 - 20h
Terça-feira - 27/03 - 20h
Quarta-feira - 28/03 - 20h

Logo mais publicaremos os horários das cerimônias do Tríduo Santo e da Missa de Páscoa.



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Agenda de Missas - Fevereiro 2018







MISSAS DE FEVEREIRO


CONTAGEM – MG
Quinta-feira – 01/02 – 20h 
Sexta-feira – 02/02 – 20h 
Sábado – 03/02 – 18:30
Domingo – 04/02 – 10:30 

IPATINGA – MG
Domingo – 04/02 – 19:30
Segunda-feira – 05/02 – 19:30
Terça-feira – 06/02 – 19:30
Quarta-feira – 07/02 – 19:30
Quinta-feira – 08/02 – 19:30
Sexta-feira – 09/02 – 19:30
Sábado – 10/02 – 19:30
Domingo – 11/02 – 10:30

CONTAGEM – MG 
Domingo – 11/02 – 19:30 

BARBACENA - MG 
Segunda-feira – 12/02 – 19:30 
Terça-feira – 13/02 – 19:30 

CONTAGEM - MG  
Quarta-feira – 14/02 – 20h (CINZAS)
Quinta-feira – 15/02 – 20h

MUZAMBINHO – MG 
Sexta-feira – 16/02 – 19:30

POÇOS DE CALDAS – MG 
Sábado – 17/02 – 11h

POUSO ALEGRE – MG 
Sábado – 17/02 – 19:30
Domingo – 18/02 – 11h 

ARGENTINA 
De 19/02 a 16/03

domingo, 7 de janeiro de 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Missas de Janeiro 2018




Agenda de Missas de Janeiro 2018
Rev. Pe. Ernesto Cardozo

IPATINGA - MG
01/01 19:30
02/01 19:30
03/01 19:30
04/01 19:30
05/01 19:30
06/01 19:30
07/01 11h
08/01 19:30
09/01 19:30

A CONFIRMAR
11/01
12/01

CONTAGEM - MG
13/01 10h   Passeio com os fiéis a Sabará
14/01 10:30

BARBACENA - MG
14/01 19:30 
15/01 19:30 Pela manhã, ida a São João del Rei

CONTAGEM - MG
16/01 20h
17/01 18h 

RECIFE - PE
18/01
19/01
20/01
22/01

CONTAGEM - MG
22/01 20h
23/01 20h
24/01 20h

CAMPO GRANDE - MS 
25/01 19:30
26/01 19:30
27/01 19:30
28/01 A CONFIRMAR

CONTAGEM - MG
28/01 19:30
29/01 20h
30/01 20h
31/01 20h
01/02 20h
02/02 20h


sábado, 9 de dezembro de 2017

Eclesiavacantismo?


Fonte

“Ninguém pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro.” São Lucas XVI, 13

Prezados amigos,

Salve Maria!

Chegou-nos às mãos um texto que precisa ser esclarecido. O texto preambula com a seguinte frase: “[...] distinga-se bem o Apostolado da Oração do Vale do Aço do outro grupo, pois há divergências de cunho doutrinal e teológico, sobre as quais o fiel deve ficar atento para  saber onde pisa. [...]”.

Nisso é preciso que se dê razão ao subscritor daquele texto. Existem, tanto no Vale do Aço quanto no Brasil inteiro (e em outras partes do Globo) dois grupos apostolares (in latu sensu): Um que trabalha na defesa de personagens e outro que trabalha em defesa de Cristo Rei. É verdade que entre esses grupos há divergências de cunho doutrinal e teológico e neste pequeníssimo texto, tentaremos desbaratar de uma vez por todas esta questão.

Quando se pretende desmoralizar o adversário, entretanto não há argumentos básicos para tanto, põe-lhe uma pecha e quando não há um nome que adeque ao que se pretende, simplesmente, cria-se neologismos.

No caso em comento, refiro-me ao cunho do termo “eclesiavacantismo” e seus derivados. E o que é “eclesiavacantismo”? O texto responde: “[...] dizer que o papa ou os bispos, ainda que modernistas, não são - em aspecto algum – membros da Igreja Católica é o mesmo que declarar suas sedes vacantes, o que se denomina hodiernamente “eclesiavacantismo”(afirmar que todas as sedes estão vacantes).

A expressão chave para entender onde reside o erro é a seguinte: “ainda que modernistas...”. Ou seja, há um reconhecimento de que as autoridades eclesiásticas atuais são modernistas. Grande avanço! Mas... continuam dizendo “Ambos os bispos, [Dom Antônio e Dom Lefebvre] conquanto tenham identificado o Magistério Conciliar e sua doutrina como uma anti-igreja, jamais negaram que em certos aspectos eles ainda são membros da Igreja.” (grifos não contém no original).

O que lhes falta de Catecismo de Primeira Comunhão lhes sobra em neologismos. O Catecismo de São Pio X no ponto 224 diz claramente quem são os que estão fora da verdadeira Igreja. Senão, vejamos:

224 Quem são os que se encontram fora da verdadeira Igreja?
Encontram-se fora da verdadeira Igreja os infiéis, os judeus, os hereges, os apóstatas, os cismáticos e os excomungados.”

Vamos nos deter em apenas duas classes: os hereges e os excomungados.

227 Quem são os hereges?
Os hereges são as pessoas batizadas que recusam com pertinácia crer em alguma verdade revelada por Deus e ensinada como de fé pela Igreja Católica: por exemplo, os arianos, os nestorianos e as várias seitas dos protestantes.”

230 Quem são os excomungados?
Os excomungados são aqueles que por faltas graves são fulminados com excomunhão pelo Papa ou pelo Bispo, e portanto são separados, como indignos, do corpo da Igreja, a qual espera e deseja a sua conversão.”

É sabido e ressabido que o Papa São Pio X excomungou os modernistas, assim como o Papa Pio IX condenou os liberais no Syllabus. Se se afiança que alguém é modernista e/ou liberal, ou seja, recusa com pertinácia a crer nalguma verdade revelada e ensinada pela Igreja, estamos dizendo que são hereges.

Eis a pergunta: Como modernistas podem ser “membros da Igreja”? Como é possível que chamem como testemunhas para esses disparates Dom Lefebvre e Dom Castro Mayer?

Dom Antônio de Castro Mayer deixou bem claro sua posição quando disse:

“O Segundo Concílio do Vaticano constitui-se uma anti-Igreja... Por isso, dizemos que o Vaticano II firmou-se como a anti-Igreja. Consequência: quem adere ao Vaticano II, sem restrição, só por esse fato, desliga-se da verdadeira Igreja de Cristo. Ninguém pode, ao mesmo tempo, ser católico e subscrever tudo quanto estabeleceu no Concílio Vaticano II. Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de Cristo, Católica Apostólica Romana é aceitar, sem reservas o que ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-Igreja”. Este texto foi publicado no Heri et Hodie, nº. 33, setembro de 1986 e na Revista Permanência, nº. 218-219, janeiro-fevereiro de 1987. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, páginas 17 e 18, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

O Leão de Campos continua:

“E uma observação radical, sobre o que se passa em meios católicos, leva à persuasão de que, realmente, após o Concílio, existe uma nova Igreja essencialmente distinta daquela conhecida, antes do grande Sínodo, como única Igreja de Cristo... Estamos, pois diante de uma nova religião, a religião do homem”. Este texto foi publicado no Boletim Diocesano, abril de 1972. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, páginas 21 e 22, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

E, por fim: “... estamos com uma igreja nova, portanto, com uma fé nova... Trata-se de uma igreja evolutiva, modificando-se sempre para adaptar ao fluxo da História, que não retorna. Já ninguém mais duvida de que essa igreja não é a Igreja Católica da Tradição que remonta dos tempos dos apóstolos. Trata-se, pois, agora de persuadir o povo de que essa é a Igreja Verdadeira, a Igreja de Jesus Cristo”. Este texto foi publicado no Monitor Capista, 04/09/1983. Trecho retirado do livro: “O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer”, página 47, Editora Permanência, 2010, Rio de Janeiro.

Dom Lefebvre, no livro “Carta aberta aos católicos perplexos” na página 128, diz textualmente: “Eu não sou desta religião. Não aceito esta nova religião. É uma religião liberal, modernista, que tem seu culto, seus sacerdotes, sua fé, seus catecismos, sua Bíblia ecumênica traduzida por católicos, judeus, protestantes, anglicanos, agradando a gregos e troianos, dando satisfação a todo o mundo, sacrificando muito frequentemente a interpretação do Magistério”.

Dom Lefebvre também disse: “Estaria muito feliz de ser excomungado desta Igreja Conciliar... É uma Igreja que eu não reconheço. Eu pertenço a Igreja Católica”. (Minute 30 Julho de 1976). Fonte.

Acaso Dom Lefebvre, tivesse firme a posição de que o Papa Paulo VI pertencia a Igreja Católica e exercia sobre ele alguma autoridade, ficaria feliz de ser excomungado? Isso é um delírio!

Na conferência do dia 15 de junho de 1988, Dom Lefebvre diz claramente, inclusive ao Cardeal Ratzinger que existem duas igrejas: uma Verdadeira e outra paralela, senão, vejamos:

 “O Cardeal Ratzinguer repetiu várias vezes: “Monsenhor, há uma só Igreja; não pode haver Igreja paralela.” Eu disse-lhe: “Eminência, não somos nós que fazemos uma Igreja paralela, porque nós continuamos com a Igreja de sempre. Os senhores é que fazem uma Igreja paralela ao inventar a Igreja do Concílio, essa que o Cardeal Benelli chamou a Igreja Conciliar. Os senhores fizeram novos catecismos, novos sacramentos, uma nova missa, uma nova liturgia, não somos nós. Nós continuamos o que anteriormente se fazia. Não somos nós que fazemos umanova Igreja!” (grifos nossos).

E para arrematar, Dom Lefebvre, no citado livro, na mesma página 128 diz: “Nas ladainhas de Rogações a Igreja nos faz dizer ‘Nós vos suplicamos, Senhor, manter na vossa santa religião o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica’. Isso quer dizer que uma desgraça pode suceder.” (grifos não contém nos originais). Precisa ser mais claro?

Veja que Dom Lefebvre admitiu que “o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica”, conforme reza as ladainhas de Rogações, pode sim estar fora da “santa religião”. Se acontecesse que fosse impossível que “o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica” pudesse alijar-se da Santa Religião, pedir a Deus isso seria pedir uma coisa impossível.

Bom, o texto fala também de sectarismo. Diz o texto: “Pois bem, o Apostolado da Oração recomenda aos seus fiéis que evitem tais extremismos que beiram o sectarismo e não estão fundados na integridade da Doutrina Católica e Obra de D. Lefebvre.” (grifos não contém no original)

 E o que é uma seita? Diz-se:
“substantivo feminino
Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal.
[Religião] Grupo religioso dissidente, que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.”

Pois bem, em geral, a seita sempre tem um mestre, onde tudo gira em torno dele. Os seus defensores são capazes de fazer um triângulo redondo caso seja necessário para defender a sua doutrina.

Acontece que:

1) Não fomos nós quem dissemos que existem árvores “metade boa e metade má” contrariando o “sim, sim, não, não!” de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2) Não fomos nós quem dissemos que “as parábolas de Cristo não são definições dogmáticas”, enquanto Nosso Senhor disse: “aquele que me ama guardará Minhas palavras”.

3) Não fomos nós quem dissemos que “Maria Valtorta é um presente de Deus” e a recomendamos para crianças, enquanto que dá vergonha de reproduzir aqui os escritos desta senhora.

4) Não fomos nós quem dissemos que “A Igreja conciliar e neomodernista não é portanto nem uma Igreja substancialmente diferente da Igreja Católica nem absolutamente idêntica; ela tem misteriosamente algo de um e de outra: é um corpo estranho que ocupa a Igreja Católica. É preciso distingui-las sem separá-las.” Fonte. Enquanto que Dom Antônio diz: “Trata-se, pois, agora de persuadir o povo de que essa é a Igreja Verdadeira, a Igreja de Jesus Cristo”. As Sagradas Escrituras perguntam: “Que união pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas?” (II Cor. VI, 14)

5) Não foi nenhum de nós quem fomos confirmar feeneystas.

6) Não foi nenhum de nós quem dissemos que pegaríamos o próximo avião para Roma, caso o Papa Francisco chamasse a fundar uma sociedade.

7) Não foi nenhum de nós quem disse que “A Missa Nova pode ser assistida com o efeito de construir a sua fé”…

8) Não foi nenhum dos nossos quem recomendou a Missa Nova para ninguém.

9) Não foi nenhum dos nossos quem decretou milagres na Missa Nova.

10) Não foi nenhum dos nossos quem disse que “Deus pretende salvar muitas almas que estão fora da “Tradição””, entretanto não clarificou quais são as condições para tanto.

Aqui também há um compêndio de ditos e fatos sobre Dom Williamson que não podem cair no esquecimento.

Então, meus senhores, peço humildemente que nos apontem qual foi a doutrina que criamos para sermos acusados de sectarismo e quem é o nosso guru. O que não podemos e não fazemos é acusar o outro daquilo que praticamos.

O texto sob o qual nos debruçamos diz: “distinga-se bem o Apostolado da Oração do Vale do Aço do outro grupo”. Também pedimos isso, encarecidamente. Resta saber quem de fato não está “fundado na integridade da Doutrina Católica e Obra de D. Lefebvre”.

O Imitação diz: “tem, pois, principalmente zelo de ti, e depois o terás, com direito, do teu próximo.” Livro II, cap. 3.

8 de dezembro de 2017, na festa da Imaculada Conceição da Virgem Santíssima


Eugênio Mendes