São Pio X morreu no dia 20 de agosto de 1914. No dia 29 de agosto do mesmo ano, Chesterton escreve um artigo noIllustrated London News intitulado “O Camponês que se Tornou Papa”. Abaixo os trechos mais significativos dessa homenagem que o futuro católico (sua conversão foi em 1922), então anglicano, presta ao grande Papa do Catecismo, ao Papa que identificou, analisou, desmascarou e anatematizou a monstruosa heresia do modernismo. Sabe-se que São Pio X morreu profundamente desgostoso pela guerra que apenas começava. No fundo, ele sabia o banho de sangue que se seguiria, ao qual Chesterton alude no final do artigo.
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Aqueles que mais o admiravam, admiravam sua simplicidade e sanidade de um camponês. Aqueles que mais murmuravam contra ele, reclamavam da obstinação e relutância de um camponês. Mas por esta razão exatamente, está claro que a instituição representativa mais antiga da Europa está funcionando: quando todas as outras já sucumbiram.
O Papa nunca pretendeu ter um intelecto extraordinário; mas ele professava estar certo: e ele estava. Todos os ateus honestos, todos os calvinistas honestos, todos os homens honestos que dizem algo, ou acreditam ou negam algo, terá razão em agradecer suas estrelas (um hábito pagão) pelo camponês naquele elevado lugar. Ele matou a heresia que afirma que ter duas cabeças é melhor que ter uma; quando elas crescem no mesmo pescoço. Ele matou a ideia pragmática de comer o bolo e o ter ao mesmo tempo. Ele permitiu que se concordasse ou discordasse de seu credo; mas não que o adulterasse. É exatamente o que qualquer camponês de qualquer colina ou planície da face da terra faria. Mas há algo mais nele que não existe num camponês ordinário. Por todo este tempo ele chorou por nossas lágrimas; e partiu seu coração por nosso banho de sangue.
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São Pio X, rogai por nós!
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